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História da Ferrovia - 1

Recordando Nova Odessa - 3

Estrada de Ferro: a marcha do-progresso

Discutia-se na província de Campinas,  o prolongamento da estrada de ferro, que ligaria Campinas a Rio Claro, e no traçado  cortaria as terras da fazenda Pombal (Nova  Odessa).

No dia 19 de fevereiro de 1868, durante a realização da 13.a sessão da Câmara  Provincial, o projeto nº 10, de 1868, apresentado em primeira discussão recebeu um requerimento do deputado Jorge Miranda:
"pedido de exames da planta e direção  da estrada de ferro, que foi projetada pelo engenheiro francês José Prudent, que propunha o alongamento do itinerário da  provínda de Campinas à Rio Claro."

Discursaram favoráveis a esta benfeitoria os deputados: Jorge Miranda, Leite Moraes, Campos Salles, Paulo Ferreira e Bento de  Sousa Paula. Estes em seus pareceres convergiam que a implantação da estrada seria de primeira ordem (bitola larga) obra que seria encarecida atraindo poucos acionistas e capital.

Este posicionamento ia de encontro com as medidas cautelosas do governo, pois deveriam evitar as linhas de bitolas diferentes, ao bel-prazer dos construtores, pois ocasionariam graves problemas de  baldeações.
"A preparação do leito do caminho de ferro, Campinas à Rio Claro, não excederá de 160 contos por légua de 6 km. É tão verdadeira e bem entendida economia haverá na direção dos trabalhos, que essa via férrea, pode dizer-se, nas condições do traçado e da construção: será a mais barata  das estradas nacionais de igual bitola (1.60m)"
(Jornal CONSTITUCIONAL, 1875)

Um decreto torceu todo o enredo da história. Nova Odessa, poderia até mesmo não existir, caso fosse mantido o traçado inicial da estrada. No projeto do engenheiro Prudent, se vingasse poderia tornar em cidades prósperas os bairros: Lagoa Salto Grande, Nova Veneza, Aparecidinha, etc.

Cerca de 5 anos após  estes discursos, por volta de 1873, a estrada foi retomada, estendendo-se para os lados da Boa Vista, em terras de Campinas. Todo o assentamento de terra era feito no vigor físico dos  trabalhadores, em sua maioria portugueses. Para suprir a falta de materiais o as dificuldades  do transporte a mata nativa era explorada para fabricação de dormentes utilizados no assentamento da  super-estrutura  (os trilhos).

Foram escolhidas, serradas e lavradas a machado em todas as faces, as madeiras peroba-mirim, peroba, taiúva ou tajubá, araribá, cabreúva preta, ipê ou piúva, cangerana, sucupira, jacarandá, canela preta e guarité vermelho.

No término de 1873, a estrada do ferro já avançava 22 km, e alcançava mais ou menos a estação de Jacuba (Hortolândia). A distância de Campinas em 30 km, chegava-se ao ponto, onde futuramente seria construída a Estação de Nova Odessa (atual). Por estas medidas se nota a perfeição do traçado, que não sofreu retificação e até esta data tem as mesmas  distâncias quilométricas.

Antes de 1895, os dormentes eram colocados com lastro de terra, ocasionando os graves inconvenientes do mato que crescia com facilidade, apodrecimento prematuro e enferrujamento dos pregos, talas e dos próprios trilhos. Para garantir a manutenção da via férrea, foram construídas casas por conta da Companhia Paulista, que repassavam aos  funcionários, o direito de uso do solo.

Enquanto a estrada estava sendo concluída, nos preparativos da inauguração foram adquiridas na Inglaterra 4 locomotivas de carga, 2 carros de primeira classe (20 lugares), 2 ditos-freios (para bagagens), 10 vagões cobertos (com freios), 55 ditos descobertos e 2 ditos para gado.

Enfim, a 27 de agosto do 1875, o ramal ferroviário seria inaugurado...

Divulgadoria de Texto GENIO’S PROPAGANDA & MARKETING
Transcrito do Jornal de Nova Odessa, 27 de março de 1993


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