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Um lançamento que mudou o Brasil
No início dos anos 1950, o Brasil iniciava sua projeção rumo ao futuro: a economia crescia, e novos comportamentos e costumes surgiam. No País, vivia-se otimismo e uma necessidade por modernidade, que se espalhava por toda a sociedade: nas artes, na arquitetura, na indústria.

As grandes cidades brasileiras tornavam-se maiores e mais complexas, recebendo a população, de todas as partes do país, que partia do campo. Getúlio Vargas fazia um governo nacionalista. Criou a Petrobras. Fundou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, hoje BNDES. Elaborou o Plano Nacional de Reaparelhamento Econômico, o Plano Nacional de Rodovias, o Fundo Nacional de Eletrificação. O objetivo dessas ações era transformar o Brasil, modernizá-lo e industrializá-lo.

Nesse contexto, em São Paulo, com 2,2 milhões de habitantes, os ônibus "papa-filas" representavam a realidade do transporte público. No começo da década, existiam apenas 299 mil automóveis particulares em todo o Brasil. Esses poucos automóveis eram importados ou montados no país em regime CKD, sistema que, trabalhando com peças importadas, limitava a geração de empregos, valor e distribuição de renda.

No entanto, nesse novo país que crescia e demandava por modernidade, um fato iria modificá-lo para sempre: há 55 anos, no dia 5 de setembro de 1956, uma ensolarada quarta-feira, São Paulo testemunhou um desfile com os primeiros 16 exemplares do primeiro carro de passeio produzido em série no Brasil. Pela primeira vez, via-se circular por nossas ruas um carro que não era meramente montado com componentes importados, mas sim um carro realmente fabricado no Brasil - com 72% (em peso) de suas peças de fato produzidas localmente. Um carro Brasileiro, enfim. Um carro chamado Romi-Isetta.

 
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