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Seguro em qualquer tempo

O Romi-Isetta demonstrou grande preocupação com aspectos da chamada segurança ativa, que são as características do projeto que contribuem para se evitar um acidente: freios, suspensões, sistema elétrico, entre outros. O inovador formato da carroceria, em monovolume, permitiu a instalação dos órgãos mecânicos em posição central, o que permite a ideal distribuição da massa ("peso") entre os eixos dianteiro e traseiro, contribuindo para a melhoria da estabilidade do veículo, seja na reta, seja nas mais fechadas curvas. A original solução da transmissão traseira, um eixo rígido com bitola de 520 mm, inicialmente pode ter levantado suspeitas de alguns, mas o comportamento do veículo demonstrou o oposto, com uma vantagem adicional: como ambas as rodas motrizes se movem de modo solidário, sem diferencial, na prática temos um automóvel com tração traseira permanente, com distribuição de força igual em ambas as rodas, (50% / 50%), melhorando a aderência ao solo - especialmente em estradas escorregadias ou não pavimentadas.

Enquanto alguns carros do período ainda possuíam freios a varão (mecânicos), no Romi-Isetta eles já eram hidráulicos, com capacidade de frenagem, modularidade e confiabilidade superiores. Grande parte dos carros do período possuíam câmbio com apenas três marchas, porém o Romi-Isetta disponibilizava quatro marchas à frente (além da ré), solução obviamente de custo superior, mas que proporciona melhor aproveitamento da força motriz, melhorando dirigibilidade, aceleração e economia de combustível.

A excelente visibilidade, obtida graças ao extenso uso de janelas de grandes dimensões, permite ao condutor amplo conhecimento do ambiente ao redor do carro, minimizando riscos. Também, o sistema elétrico de 12 V (vale lembrar que muitos dos carros do período eram equipados com sistema elétrico de 6 V), alimentado por um quase revolucionário alternador (usavam-se ineficientes geradores) contribuía para uma melhor iluminação - ademais, o Romi-Isetta possuía sinalizadores de direção através de pisca-piscas, enquanto muitos carros ainda optavam por instalar as arcaicas "bananinhas", pequenos "braços" que se levantavam da carroceria, indicando a direção da conversão.

O sistema elétrico avançado também permitia o uso de limpador de pára-brisas elétrico, enquanto o usual era o uso do ineficiente e irregular sistema a vácuo. Parar o carro de frente para a calçada, como possível com o Romi-Isetta, é um aspecto de segurança que minimiza os riscos de atropelamento.

 
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