Até aquele momento, os automóveis vendidos no Brasil eram ou importados já prontos ou apenas montados nas operações das multinacionais aqui instaladas, num sistema chamado CKD ("complete knock-down", ou seja, carros completamente desmontados, cujas peças eram produzidas fora do país e aqui enviadas - para serem montadas pelas multinacionais). No pós-guerra, o governo Getúlio Vargas iniciou o processo de efetiva industrialização do Brasil, com a criação, em 1951, da Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI), organismo que, pela primeira vez na história do Brasil, pôs em prática o planejamento industrial como um dos pilares para o desenvolvimento nacional.
A CDI coordenava os trabalhos da Subcomissão de Tratores, Caminhões, Jipes e Automóveis, criada para estimular a implementação da indústria automobilística no Brasil. Os reflexos desta política desenvolvimentista produziram resultados já na primeira metade dos anos 1950, quando grande parte das peças de reposição ofertadas no mercado brasileiro já era produzida localmente. Neste momento, começavam a ser criadas as condições para a implementação efetiva do setor no País.
Após estudar a concepção do Isetta e suas características produtivas, Chiti sugeriu a "Seu" Emílio: "Por que não trazemos um ou dois carros destes para saber que bicho são?" A idéia foi prontamente atendida, e duas unidades do Iso Isetta, de cor branca, foram logo importadas pela Romi, a fim de estudar a viabilidade de sua produção local.













