Muito se especula sobre o fim da produção do Romi-Isetta; até mesmo teorias conspiratórias - falsas - envolvendo o Geia ou as multinacionais instaladas no Brasil, são recorrentes entre colecionadores e até na imprensa. Em 1960, novos produtos na efervescente indústria brasileira traziam concorrência e frescor ao crescente mercado consumidor de automóveis. O país já contava, além da Romi, com modelos fabricados pela Vemag, Volkswagen, Simca, Willys, Toyota e FNM, numa indústria que alcançava crescente volume de produção local. Assim, com as evidentes qualidades do Romi-Isetta, ainda atuais, seu ciclo natural de vida se aproximava do fim. Deste modo, o Romi-Isetta teria sua produção planejada para até o início de 1961, com a formação de estoques suficientes para comercialização do modelo até o fim daquele ano. No dia 13 de abril de 1961, o último Romi-Isetta - um exemplar branco e amarelo-limão - deixou a linha de montagem, como planejado. Foi despachado no dia 1o de dezembro de 1961 para venda pela Premier Importação e Exportação, em São Paulo.
Carlos Chiti fez, em 2006, uma panorâmica radiografando a experiência com o Romi-Isetta: "Tínhamos razão quando quisemos entrar na produção de automóveis, pensando num carro de modestas proporções e reduzido consumo de combustível. O que se vê hoje senão carros mais compactos e uma preocupação cada vez maior com a questão da gasolina, do petróleo, da busca de soluções alternativas? Cinquenta anos atrás, estávamos avançando no tempo."
O Romi-Isetta, afinal, entrava para a História brasileira como pioneiro de uma indústria que, em 1961, já havia redesenhado a paisagem brasileira.












