Na indústria automobilística, uma tendência ao se produzir automóveis pequenos e econômicos é tentar miniaturizar dimensões e componentes internos do veículo - solução incorreta, pois apenas reduzir dimensões e peso não torna o carro mais econômico ou funcional. Rusticidade, desconforto, falta de equipamentos básicos e de segurança são outros recursos que podem ser usados para se reduzir custos. Na contramão destas idéias inadequadas, o conceito do Isetta partiu do zero. Ele seria um carro econômico e confortável. Pequeno, mas espaçoso. Seguro e com performances adequadas. E sem perder a graciosidade e estilo. Assim, seus detalhes foram concebidos tendo estes e vários outros fatores fundamentais do projeto em mente, entre eles: as pequenas dimensões, a sua mecânica, os materiais empregados, os processos industriais de produção seriada, seus custos de aquisição e manutenção.
Tudo no Isetta havia sido projetado de modo diferente, revolucionário, num conceito inteiramente novo: o carro foi deliberadamente pensado para não ser um carro comum.












