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Publicado em 05/11/2019

Rafael Cervone, vice presidente da FIESP, conversa com alunos do NEI sobre educação, mercado de trabalho e perspectivas para o futuro



Todos já passaram, ou vão, pela fase que as pessoas do círculo familiar e amigos perguntam “o que você vai ser quando crescer? ”. Muitos não sabem o que responder, outros se sentem confusos ou inseguros e um número baixo já tem a certeza da profissão que pretende exercer: advogado, médico, engenheiro, professor, jornalista, administrador... Mas, aqueles que estão em dúvida ou não sabem ainda, tem um tempo para pensar. Até pode ser que escolham profissões que não fazem parte do mercado até o momento. Na década de 80, quem imaginava que seria um desenvolvedor de sistemas ou engenheiro de computação?

As mudanças são constantes. Novas profissões surgiram, e continuam a surgir, graças aos avanços da tecnologia que exigem adaptações e aprimoramento. Sempre em busca de oferecer aos alunos a oportunidade de explorarem outros campos, além do educacional, o Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi recebeu a visita do vice presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone, para um bate papo com os jovens sobre “O Trabalho do Futuro e o Futuro do Trabalho”, na última sexta-feira, dia 1º de novembro. A atividade faz parte do projeto “Construindo Caminhos”.

Educação, mercado de trabalho e tecnologia são companheiros. Andam juntos. Ao contrário de que muitos pensam, e pregam, a evolução das máquinas é positiva, abre caminhos imagináveis a serem percorridos e surgem inovações em campos considerados tradicionalíssimos, como o ensino. “Quem estiver preparado sai na frente”, diz Rafael Cervone. “Escolas que estimulam trabalho em grupo já estão desenvolvendo habilidades que são fundamentais para o trabalho do futuro. Isso porque a tendência é ser individualista, mais fechado e mais tímido, conversando com a máquina, sem falar olho no olho. Estatísticas mostram que resolver problemas pessoalmente é 17 vezes mais eficiente que resolução por e-mail, por whatsapp”, exemplifica Cervone.

Além das adaptações e mudanças que o mercado de trabalho passou com todo o avanço, traçou o perfil do profissional que quer em seu time, mesclando várias gerações num mesmo ambiente para poder partilhar conhecimentos de diversas eras. E o que o futuro profissional, que ingressará no mercado, procura? É uma via de mão dupla. “Estudantes de hoje em dia buscam empresas com visão e valores alinhados com seus próprios princípios”, afirma o vice presidente da FIESP.

A tarde dos alunos dos 8ºs e 9ºe anos, Fundamental II, e Ensino Médio foi enriquecida com muita informação, interrogações, questionamentos e inquietações. Rafael Cervone ilustrou o caminho que foi percorrido desde a Primeira Revolução Industrial até hoje, tempo de Indústria 4.0 e Educação 4.0. Exemplificou com o filme "Tempos Modernos" de Charlie Chaplin, como o futuro era imaginado em 1936. E agora, o que esperar do futuro a partir de 2019?

"Nós precisamos REIMAGINAR tudo", finalizou brilhantemente a palestra Rafael Cervone.


O bate papo foi envolvente e com participação ativa dos alunos do NEI da Fundação Romi. Na abertura para perguntas, surgiram questionamentos como “profissões que trabalham no atendimento de pessoa, terão espaço? ”, “com os avanços, a longevidade aumentou, isso é bom ou ruim? ” , até a reflexão do aluno Tarik, que expressão tudo que foi conversado em uma frase " Pior que um robô humanizado é um ser humano robotizado".

“Construindo Caminhos” é um projeto de orientação vocacional e profissional desenvolvido pelas Psicólogas Dra. Patrícia Romi Cervone, Dra. Maria Pia Romi Campos e Dra. Theresa Beatriz F. Santos. Tem como objetivo levar o jovem a refletir e analisar sobre todos os aspectos relacionados ao que ele quer “SER/TER/FAZER” no futuro, na perspectiva de “construir caminhos” para o seu projeto de vida pessoal e profissional, além de avaliar sua trajetória histórica, e a partir dela, desenhar sua identidade profissional de forma crítica e responsável..

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