FAMÍLIAS E MUNICÍPIOS FORTALECIDOS EM SUAS COMPETÊNCIAS PARA A ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS

ANÁLISE DE SITUAÇÃO BRASILEIRA
Morrem por ano 88 mil crianças com menos de um ano no Brasil. Poderíamos evitar 58 mil mortes por ano.
Morrem por ano no Brasil 1.671 mulheres decorrentes da gestação e parto, destas, poderiam ser evitados 1.461 óbitos (estimativa).
O tempo médio de aleitamento materno exclusivo é de 34 dias. O ideal seria de 180 dias.
Há 1,5 milhão de gestantes sem o número de consultas recomendadas de pré-natal.
Aproximadamente 1,9 milhão de crianças até 5 anos apresentam desnutrição crônica.
Até o ano de 2.000, estimava-se que a cada ano, o número de crianças até 1 ano sem o registro civil, era de 650 mil.
Do total de 13 milhões de crianças de 0 e 3 anos, cerca de 12 milhões, não têm acesso a centros de educação infantil.
Desigualdade Regional:
Proporcionalmente, uma mulher que vive no Pará tem quinze vezes mais chance de dar à luz sem assistência ao parto do que uma mulher que vive no Distrito Federal.
Desigualdade racial / étnica:
Proporcionalmente, uma mulher de cor preta tem duas vezes mais chance de dar à luz fora do hospital.
Desigualdade econômica:
Proporcionalmente, uma criança pobre tem oito vezes mais chance de não freqüentar a escola que uma criança rica
Iniquidade por necessidade especial:
Proporcionalmente, uma criança com necessidade especial tem duas vezes mais chance de não freqüentar a escola que uma criança sem necessidade especial
DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO
CÉREBRO 100 BILHÕES DE CÉLULAS - Quando uma criança nasce, ela terá 100 bilhões de células cerebrais. Estas células não estão conectadas em redes como estarão quando o cérebro estiver maduro.
DESENVOLVIMENTO RÁPIDO DE SINAPSES NOS PRIMEIROS ANOS - No nascimento a criança já tem a maior parte das células cerebrais, ou neurônios, que ela precisará para o resto de sua vida, mas estas células cerebrais ainda não estão ligadas com a complexa rede que se precisa para pensamento elaborado como processo que existirá na vida dos seres humanos.
DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO AOS TRÊS ANOS, O DOBRO DA CONEXÃO DE UM ADULTO - Na idade de três anos, o cérebro da criança formou em torno de um quatrilião de conexões, isto é, duas vezes a quantidade que tem o adulto.
SEGUNDA DÉCADA, CONEXÕES PERDIDAS - A partir de 11 anos, isto é, na segunda década de vida, o cérebro começa a se desfazer de grupos de conexões extras, trilhões delas. Ficam e se fortalecem as conexões que foram usadas repetidamente nos primeiros anos. As que não foram usadas suficientemente são perdidas. As conexões restantes se fortalecem e são melhor organizadas para o aprendizado de conceitos mais difíceis e habilidades que o jovem adulto precisa dominar.
DETERMINISMO GENÉTICO VENCIDO
Os fatos recentes descobertos por neurologistas e psicólogos, no entanto, prova que como a criança se desenvolve, aprende e cresce, depende em uma critica e contínua relação entre a natureza ( ou carimbo genético ) e os cuidados (o que cerca a criança, cuidados, estimulação e outros aprendizados). (Rima Shore, Family And Work Institute)
PESO DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO
O desenvolvimento do cérebro é muito mais vulnerável à influência do ambiente do que se suspeitava.
POR QUE TRABALHAR EM DESENVOLVIMENTO INFANTIL DEVE SER UMA PRIORIDADE ?
INFORMAÇÕES DO BANCO MUNDIAL
CONTRIBUIÇÃO PARA QUEBRAR O CICLO DA POBREZA
- Programas integrados de Desenvolvimento Infantil podem ser a mais efetiva e simples intervenção para ajudar crianças pobres, famílias, comunidades e nações a quebrar o ciclo de pobreza intergeneracional.
RETORNOS SOCIAIS E ECONÔMICOS
Os seguintes benefícios tem sido firmemente vinculados às
intervenções integradas e precoces na infância:
1 - Melhora da nutrição e saúde - Oferecendo estimulação psicossocial, programas de desenvolvimento precoce da criança podem aumentar a eficácia das iniciativas dos cuidados de saúde e nutrição.
2 - Maior aptidão intelectual - Crianças que participaram nas intervenções precoces na infância nos programas da Jamaica, Cali - Colômbia, Peru e Turquia, apresentaram uma maior aptidão intelectual, em média, do que aquelas que não participaram;
3 - Matrículas maiores na escola - Houve aumento nas taxas de inscrição de crianças que participaram do programa da Colômbia, principalmente para as crianças que receberam cuidados precoces de desenvolvimento;
4 - Menos repetências - Nos estudos na Colômbia, Argentina, Alagoas e Fortaleza, demonstraram que crianças que participaram de programas de educação precoce apresentaram menos repetência e um melhor progresso na escola, em relação àquelas que não participaram;
5 - Menos evasão - Em 4 estudos com crianças que participaram de programas de atenção precoce às crianças foi demonstrado que as que participaram dos programas tiveram evasão escolar menor;
6 - Ajuda para as crianças vulneráveis - Há grandes evidências de que intervenções precoces na infância beneficia particularmente os pobres e os vulneráveis, isto é, as crianças de risco social, como por exemplo nos casos da Índia, Jamaica, Argentina e Guatemala.
7 - Meninas melhor preparadas - Estudos de diversas culturas mostraram que meninas que participaram da intervenção precoce em Desenvolvimento Infantil são melhor preparadas para continuar seus estudos. Mulheres com acesso à educação tem menos filhos e melhor tomam conta deles. Pesquisas mostram que o nível de educação da mãe é o melhor indicador do crescimento cognitivo da criança.
Ainda, intervenções precoces, com trabalho de Desenvolvimento Infantil, em meninas, reduz a fertilidade materna e os índices de mortalidade infantil e na infância.
POR QUE FOCAR AS FAMÍLIAS?
Porque os pais são os primeiros e os melhores educadores de seus filhos.
Porque a família é o lugar de proteção e formação da resiliência.
Porque é no ambiente doméstico onde ocorre grande parte das violências contra as crianças.
Porque cerca de 80% dos cuidados de saúde acontecem no lar.












